Carta de outono.
Eu,outono de 2010
Você,
me entorpeço de amor, ultimamente. Desculpe-me.
As viradas de rosto são pra não me cegar de ti.
-Meu Deus,eu preciso mesmo carregar essa fragrância durante toda a semana?
Tudo permanece em doce adrenalina, doce euforia (aqui, bem dentro) e eu ainda coleciono nuvens.
O que eu posso te falar sobre esse outono: as folhas repousando sobre a grama,estremecem meus olhos,chovem...
Coloquei essa dor pra fora. Acredite: essa dor foi parida aos gritos, mas ainda me sinto toda doída. Parece que não tem como escapar. Beco sem saída e se meu carro der ré esmagará flores inocentes.
Te vejo e sinceramente tenho vontade de cair, não me aguento... É como se meus sentidos estivessem bêbados, daí aquele sorriso com riso em câmera lenta.
Eu não consigo parar, não consigo parar, não consigo parar, não consigo.Nem de fingir externamente, nem de aceitar internamente. Se bem que agora aceitar não é mais uma escolha.
Tua pele parece com folhas mornas, como se você fosse o banho de chá de eucaliptos que minha mãe me dava quando eu era uma criança adoentada .E eu já não posso respirar essa explosão de espaço dividido com você. Tuas frases sempre terminam com restos de açúcar, e eu formiguinha...
Ontem quis ter suas mãos apegadas às minhas na grama molhada onde se fincam os balanços coloridos, mas hoje e agora enquanto escrevo sei que essas estórias de cair em nuvens e me infiltrar em luas de queijo, voar em balões mágicos, brincar numa gangorra em parques de filmezinhos românticos só me deixaram com estrias no coração. Estrias quentes. E eu não consigo parar, não consigo parar, não consigo parar, não consigo.
Ontem quis ter suas mãos apegadas às minhas na grama molhada onde se fincam os balanços coloridos, mas hoje e agora enquanto escrevo sei que essas estórias de cair em nuvens e me infiltrar em luas de queijo, voar em balões mágicos, brincar numa gangorra em parques de filmezinhos românticos só me deixaram com estrias no coração. Estrias quentes. E eu não consigo parar, não consigo parar, não consigo parar, não consigo.
De verdade, comprarei um selo bonito, amanhã, lá no armarinho. Mas te cuida durante esse processo. O galo por aqui canta, e eu preciso me dormir um pouco, me descansar... Talvez para que esse abraço que desejo em linha seja além da carta.