sábado, 19 de novembro de 2011


Carta de outono.

Eu,outono de 2010

Você,

me entorpeço de amor, ultimamente. Desculpe-me.
As viradas de rosto são pra não me cegar de ti.
-Meu Deus,eu preciso mesmo carregar essa fragrância durante toda a semana?
Tudo permanece em doce adrenalina, doce euforia (aqui, bem dentro) e eu ainda coleciono nuvens.
O que eu posso te falar sobre esse outono: as folhas repousando sobre a grama,estremecem meus olhos,chovem...
Coloquei essa dor pra fora. Acredite: essa dor foi parida aos gritos, mas ainda me sinto toda doída. Parece que não tem como escapar. Beco sem saída e se meu carro der ré esmagará flores inocentes.
Te vejo e sinceramente tenho vontade de cair, não me aguento... É como se meus sentidos estivessem bêbados, daí aquele sorriso com riso em câmera lenta.
Eu não consigo parar, não consigo parar, não consigo parar, não consigo.Nem de fingir externamente, nem de aceitar internamente. Se bem que agora aceitar não é mais uma escolha.
Tua pele parece com folhas mornas, como se você fosse o banho de chá de eucaliptos que minha mãe me dava quando eu era uma criança adoentada .E eu já não posso respirar essa explosão de espaço dividido com você. Tuas frases sempre terminam com restos de açúcar, e eu formiguinha...
Ontem quis ter suas mãos apegadas às minhas na grama molhada onde se fincam os balanços coloridos, mas hoje e agora enquanto escrevo sei que essas estórias de cair em nuvens e me infiltrar em luas de queijo, voar em balões mágicos, brincar numa gangorra em parques de filmezinhos românticos só me deixaram com estrias no coração. Estrias quentes. E eu não consigo parar, não consigo parar, não consigo parar, não consigo.
De verdade, comprarei um selo bonito, amanhã, lá no armarinho. Mas te cuida durante esse processo. O galo por aqui canta, e eu preciso me dormir um pouco, me descansar... Talvez para que esse abraço que desejo em linha seja além da carta.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mas eu gostava levemente, e sinto a tua falta numa intensidade absurda.
Deve ser isso mesmo: a raiva exposta em silêncio, a folha caindo no chão, a nuvem vagando no céu. Toda sutileza me dói mais que qualquer vulcão em erupção.
Então você me atingiu, nas camadas que ninguém alcança.Você me atingiu com o seu NÃO tão calmo, tão suave. E eu gosto de você em todas as despedidas que eu faço de nós, entre aquela água querendo se libertar dos olhos e um sorriso tímido que resguarda alguma tristeza.

sábado, 17 de setembro de 2011

.

Ontem mergulhei no oceano das tuas palavras.
Nem precisei de barco ou bóia.
Que banho na alma foi o teu  pensamento compartilhado...
Nas tuas profundezas me deixei afogar,só assim me salvei.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Eu tinha quase 9 anos  quando o conheci. Hoje ele tem 9.
Ele despejou os brinquedos no chão, agora sabendo o que faz.
Ontem, 2004, eu estava ensinando a falar e a andar. Depois começou a correr.
O mesmo jeito de assistir desenhos: estático.
Saudades de ensinar as palavras que ele já fala sem parar. E sabe mais, é um tal de...Aaah,deixa pra lá.Não sei falar nem escrever isso. Ô palavrinha difícil.
Saudades de carregá-lo nos braços. Mas ainda temos o abraço.
Ao meu lado, sentado no chão: Cresceu no tempo,mas ainda é meu pequeno. Cabe sempre no meu coração.

Ele me pediu:
-Karlinha,eu quero alguma coisa!
- o que é alguma coisa?
-Alguma coisa pra comer.
...
Fui procurar, mas não sei onde ficam as coisas aqui. Não sei mais.
Vivi 13 anos nessa casa, além de casa  foi meu lar. Tá tudo fora do lugar, minha tia mudou muita coisa. O armário marrom com a chave, está num corredor que leva ao quartinho do meu medo, lá atrás. De repente me veio aquele nó na garganta,aquela aguinha nos olhos. -VOVÓ,ESTOU PERDIDA NO LUGAR QUE EU MESMA FIZ ESCONDERIJOS.
A comida não é minha, o dono não está aqui. Eu gosto de pedir licença pra abrir a geladeira dos outros, ou pra comer o doce que não é meu. Essa geladeira que já foi minha...
Fui lá no quartinho do medo, fui entrando e muitas coisas antigas estavam lá. Parecia um baú. Aquele espelho velho do meu tio, o banquinho da cigarreira de vovô, partes da cama de alguém, a  janela velha encostada na parede, a janela com brechas para a casa do vizinho, agora sem brechas(cimento, pedras ou sei lá). Chorei, não mais de medo, mas de saudades. Alice, ali se sendo.Sai dali. E me deparei com bananas. Lembrei da época que minha mãe fazia banana machucada pra mim, com leite e Nescau.
Perguntei: - quer banana machucada com leite e Nescau?  Ele, sendo eu aos 9 anos: -uhum.   
Eu preparei.
Me olhei no espelho sempre alto, e dessa vez sem meia ponta: caramba!como eu cresci.
 


Você guarda nas lentes

- Teresina é colada com MA,  daí é muito louco porque a gente atravessa a ponte e tá em outro Estado.
- Me leva na mochila. Tô curtindo demais seu "souvenir"
- Se eu te levar na mochila vai junto com a cam.
- Tenho problema de ir com a cam, não.Daí cê faz um álbum "coisas di mochila".

E penso todo mundo como eu: guardo ticket de cinema, ingresso de show, ingresso da primeira vez que fui ao frasqueirão torcer pelo ABC, bilhetinhos da sala de aula, provas em branco, envelope com um remetente especial, um antialérgico, radiografias, borboletas no estômago... E pessoas no bolso do coração.
 P/ Jossan Abgnale

Apesar dos socos que a vida nos dá, recebemos ligações de poesia...
2 de setembro, estressada...Recebo uma ligação, calmante de flores:


VAMOS VIAJAR, EU, AS MINHAS CRÍTICAS, AS MINHAS CARAS E BOCAS, AS TUAS DANÇAS, AS MINHAS DÚVIDAS E DÍVIDAS, A AMIZADADE QUE É MINHA, QUE É TUA.
VOU LEVAR, LEVO EU, LEVO SETEMBRO, OS BEIJOS, AS FLORES E ABOBORAS ITLIANA QUE PRECISAM DE MIM.
PRECISO DELAS, DE TUDO, DA NIACINA, DO SOM, DO SOM, DO SOM...
ESTAREI LINDA, LENTA E LONGA. QUANDO VIAJO FICO ASSIM.
DEIXO O FRIO, AS TRILHAS, AS MEnSAGENS.
TEREI A TI.
Kaline Lira

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Não abro mais guarda-chuva pra nada que vem do alto.
Vez em quando chove magnólia em mim.
Pelas brechas dessa chuva, seu olho me conduz a campos ainda mais floridos.
Você, Rosa, sobreviveu ao sol imprudente do sertão, ao outono que racha as folhas, e a chuva que na nossa terra é sinônimo de inverno.
Quanto a mim, sou palavras que as outras estações pedem: escrevi coisas quentes, cores falidas e céus nublados, poças ou dilúvios...
Eu tô setembro, desabrocho também.
Primavera chegou, amor. E agora escrevo em flor.
 
Lilafa

Meu anel só correu o risco de se perder no seu pescoço.
E a gente não correu, a gente quis ficar.
Fazer um abraço
Dividir a mesma chuva
O mesmo medo
A mesma madrugada
A mesma rede
O mesmo sono.
Já é manhã sem frio.
Te acordar com um beijo no pescoço
Não mais vampiro, primavera beija-flor.
Desculpa, já te cultivo no coração.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Te respirei fundo e a tua ausência me doeu. Doeu a traqueia, os pulmões e as lembranças.
Hoje eu tive a sensação de que acordei para dormir mais um pouco.
O peito está cheio e eu tenho me sentido muito cansada.
Sem coragem de sair pelas ruas, como fazia antes. Procurava me perder, e era numa fuga de mim que eu pensava em me encontrar depois, renovada.
O corpo inteiro queimando, e a distração.. .Aaaah a distração. O que falar da distração? Você me insultou com os olhos quando meu coração estava distraído, e quanto mais tento me distrair, é ai mesmo que você fica sobrevivendo em meu pensamento. É terrível esse negócio de paixão, essa coisa da alma querer engolir seco a morte e a vida. Esse prazer triste de resolver ir e querer ser perfeito fazendo coisas idiotas, ou emudecer mas ficar se martirizando porque não se foi. Porque eu não fui? Porque procrastinei o amor novamente? Porque fui idiota o suficiente pra ter vergonha der ser imperfeito diante de você que também é?Tomar rivotril e depois café, querer ficar adormecidamente acordado. Quer dizer, dormir dormir dormir, e você me vem num subconsciente ou num espreguiçar. Você ali na frente da minha imaginação e do meu amor que cochila de vez em quando. E alguém me pergunta: menina, você está doente?

Só soube responder a falta de resposta pra mim. Mas se alguém ouviu o meu silêncio como uma resposta, aceito, continuo calada. E lembro de duas frases antes da minha:
Dorme menina, o sono também salva, ou adia .Caio Fernando Abreu
Inútil dormir que a dor não passa. Chico Buarque

É, realmente adia,mas estou aqui, novamente acordada e toda doída.

sábado, 11 de junho de 2011

Raquel diz: eu amo esse cheiro de manhã nascendo. Dá vontade de voar...
Karla diz (ao corpo que dança, de Raquel ): é que a gente amanhece junto ,e sente todos os sintomas da manhã recém-nascida. Sentimos asas crescendo em nossos pulmões, parece até que em qualquer tragada no sorriso matinal de Deus a gente vai levantar vôo. Um dia, senti que um balão se enchia dentro de mim, e só pousou quando eu dormi.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ela sentava numa cadeira de balanço na calçada, ao lado de um pé de jambo.
Eu pedia para andar de bicicleta, e ela dizia: só até o final da rua.
Então eu respirava sonhos numa pequena bicicleta lilás, enquanto ela me observava.
Um dia, ela não pôde mais levar sua cadeira de balanço para a calçada. Mas eu fui só e escondida. Desci na rampa da calçada do meu vizinho e o freio da minha bicicleta  não funcionou. Tentei parar com meus pequenos pés, mas minha coxa entrou no ferro de um fusca meio verde.
Voltei pra casa, e ela sem reclamar, cuidou da minha ferida, estancou meu sangue. E eu confesso que a dor maior foi a de não tê-la naquela tarde na calçada comigo.


Vovó, hoje a cicatriz é também prova do teu cuidado.
E sei que há muito céu a nos separar, mas ainda guardo o teu cheirinho de lavanda de todos os dias.


Josefa,a nuvem mais bonita da minha coleção.

Atravessei medos obscuros para me concentrar em teus olhos.
Mas sorrir e te olhar ao mesmo tempo, não posso. Porque desmoronaria em outros planos, sem conseguir ao menos pausar os meus sentimentos mais calados por fora, que certamente chegariam aos teus ouvidos.

Atravessei a rua.
Você atravessou o Estado.
A gente só não para de atravessar a dor.
E eu vou perdendo peso, nessa travessia de tanta procura


Estranho te ter dentro de mim, e não poder te visitar.
Dentro nem sempre é perto.
Porque dentro está longe.
Tua falta:
Procurando amigos onde só tem a gente.
Me perdoe por não fazer nada além de sentir saudades e chorar em versinhos.

Oh nuvem triste no céu: chova em mim!
Confunda minhas lágrimas com as tuas.
Foi com medo de enlouquecer, que me entreguei a loucura.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

18 h era o show do Pato Fu.18 h saí de casa. Cheguei atrasada(como sempre). Mas cheguei, e isso é o que importa. A primeira música foi “ovelha negra da família”, depois disso só mais alegria... Infelizmente troquei algumas palavras com um ser humano super mal educado... Nem o Lula Molusco é mais chato que ele, pois quando trata-se de música e de sua clarineta , ele fica feliz da vida. Eu fiquei pensando: como num lugar de boa vibração, música tão boa e doce, alguém pode ter uma energia tão negativa? Mas ele foi minoria perto da alegria e das pessoas que tive contato. Pessoas que me emprestaram caneta, papéis de sua agenda, suas câmeras(mesmo não me conhecendo), conversas, nos acompanharam até ao camarim da banda, que compartilhavam de uma mesma emoção ao esperar na fila.
Quase no final do show, minha câmera voou (creio eu) na voz da Fernanda Takai, depois os seus pés sentiram o chão, e quando finalmente a encontrei, não estava funcionando: entrou em estado de graça. Fiquei bem tristinha... Mas de madrugada, depois de uma (outra) queda, ela voltou.
                                                      
                                                         Simplicidade

                                             Vai diminuindo a cidade
                                             Vai aumentando a simpatia
                                             Quanto menor a casinha
                                             Mais sincero o bom dia
                                             Mais mole a cama em que durmo
                                             Mais duro o chão que eu piso
                                             Tem água limpa na pia
                                             Tem dente a mais no sorriso
                                             Busquei felicidade
                                             Encontrei foi Maria
                                             Ela, pinga e farinha
                                             E eu sentindo alegria
                                            Café tá quente no fogo
                                            Barriga não tá vazia
                                            Quanto mais simplicidade
                                            Melhor o nascer do dia

Obrigada, Pato Fu. Pato Fu, obrigada.

sábado, 28 de maio de 2011

Entre tantos risos e choros.
Músicas, gritos e silêncios.



É disso que o nosso amor foi feito:
Todos juntos num final de semana.
Um cantar de parabéns.
Férias, brincando na varanda larga.
Fusca lotado: coração de mãe.
Viagens com o mesmo destino,
Destino de sempre e de emoções novas.
Os versos que não apagam quem se foi.

Os versos mais bonitos são os do amor de família.
Família abraça as nossas feridas.
Família pega no pé, mas nunca abre mão de segurar nas nossas mãos.
Família te faz sorrir na melancolia.
Família dá saudade porque além de você mesmo, ela é o lugar mais bonito de se estar.
Tem as lágrimas da saudade, da lembrança. Tem histórias que se prolongam até a madrugada, pois são tantos os momentos para relembrar.

Hoje: horas.presente!
Ontem: guardado.
Amanhã : ansiado.
Família é o mais sagrado espaço no peito.
Abril 1994

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O pequeno príncipe


As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: “Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?” Mas perguntam: “Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?” Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: “Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado…” elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: “Vi uma casa de seiscentos contos”. Então elas exclamam: “Que beleza!”
Assim, se a gente lhes disser: “A prova de que o principezinho existia é que ele era encantador, que ele ria, e que ele queria um carneiro. Quando alguém quer um carneiro, é porque existe” elas darão de ombros e nos chamarão de criança! Mas se dissermos: “O planeta de onde ele vinha é o asteróide B 612″ ficarão inteiramente convencidas, e não amolarão com perguntas. Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito indulgentes com as pessoas grandes.
Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos núméros!

Antonie de Saint-Exupéry
-Sabe o que faltou entre nós?
-Poucos "eu te amo" e muitos "foda-se".


Uma nuvem sincera.




quinta-feira, 26 de maio de 2011

Quando eu tinha uns 8 anos, mudei o tamanho da minha bicicleta: a da minha irmã não tinha rodinhas.
À tarde, pedalava numa praça e meu pai me ajudava segurando o guidon , evitando possíveis quedas...
Eu gostava das pessoas naquela época porque pensava que muitas delas me ajudariam a não cair. Até que um dia eu preferi pedalar em círculos no meu quintal, e gostar de confiar nas paredes: elas, firmes, sempre estavam lá.


A bicicleta azul.
Amo demais.
Então me afasto.
Depois eu volto.

Ninguém agüenta esse meu amor.
Meu amor não agüenta ninguém.

sábado, 21 de maio de 2011

Meu amigo,me entregando nuvens:

Quem dera eu fosse o que você diz que eu sou
Que minha música fosse tão boa quanto eu a tento fazer
Nem com todos os meus sonhos posso ser o que sou com você

Quem me dera ser o que minto
Um alterego desenhado pra você
Um esboço de mim, feito pra ser




Ver ti
Seu sorriso: nuances.
Me dá vertigem e eu vomito borboletas perturbadas.
Não todas. Não tantas que me tirariam, enfim, a certeza de que sempre viverei entre uma risada e uma náusea.

segunda-feira, 9 de maio de 2011


A distância não só alonga caminhos, mas também descaracteriza os relacionamentos, aumenta expectativas do encontro e diminui semelhanças.
O amor estreita caminhos, identifica sentimentos, supera expectativas a cada encontro que nos torna mais íntimos.
Desde então, a distância tem andado com o amor, com a saudade, com as afinidades.


Kaline Lira.
Tecer nós dois
Te ser em mim
Teu ser meu ser, e fim.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Me falta alguém
Alguém que eu não sei quem é
Por quem eu choro todo final de tarde
Quando o meu coração queima enquanto uma brisa fria toca meu rosto.
Me falta alguém
E eu deito no chão e miro as nuvens
Eu posso ver o seu sorriso
E eu fico contente, porque às vezes,  a sua lembrança de quem eu não conheço, me traz um certo alívio.
Me falta alguém 
Por quem meu coração ficou apertado ao olhar a rua vazia no inicio da manhã
Pois alguém deixou a minha casa.
Me falta alguém
Que eu esperei na varanda onde a rede se balançava,
E não chegou.
Me falta alguém
Alguém que sempre tive e que sempre me falta
Alguém.

sábado, 26 de fevereiro de 2011


Porque é outubro.
Eu sempre repito pra mim que outubro é um tiro doce no meu coração.Saio de casa aproximadamente ao meio dia,os meus olhos se elevam para o céu ardido de sol,e depois prédios que minha visão  de tão embaçada não consegue enxergar.Respiro fortemente um dia de outubro e caio em orgasmos de vida,inspiro o quanto posso esse mês alegremente tristonho,minhas narinas pequenas se alegram: escorre a vida pelos meus pulmões.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quando eu era pequena queria ser grande como Kaline, queria ser grande para ser Kaline, mas  Kaline é mais que ser grande. Ninguém pode ser Kaline, além de Kaline.

Vem Ka line

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os sonhos de Helena

Naquela noite,os sonhos faziam fila, querendo ser sonhados, mas Helena não podia sonhá-los todos, não dava.Um dos sonhos, desconhecido, se recomendava:
- Sonhe-me, vale a pena. Sonhe-me, que vai gostar.
Faziam fila alguns sonhos novos, jamais sonhados, mas Helena reconhecia o sonho bobo, que sempre voltava, esse chato, e outros sonhos cômicos ou sombrios que eram velhos conhecidos de sus noites voadoras.

O livro dos abraços - Eduardo Galeano.

Azul falido.

Eu não consigo não sorrir por dentro quando você sorrir por fora.

A nuvem me viu chorando:o céu choveu

El cielo de tus ojos.

Quiero morir mirando las estrellas que viven en tus ojos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Segura a minha mão
Aperta todo o meu medo
Até fazê-lo segurança
E me leva pra caminhar no mundo, como quem não cansa.


A noite perguntou ao bobo:
– Bobo, que te importa mais nessa vida além do amor dessa menina?
E o Bobo respondeu:
– Nada mais Noite, só Carolina.
– E a tua luta?
– Carolina!
– E o poder?
– Carolina!
– E a glória?
– Carolina!
– E o mundo mais justo?
– Carolina! Carolina! Carolina! Eu quero que o mundo se exploda se eu não tiver Carolina. Eu sou o Bobo da tua Noite menina, o homem da sua vida.
Não tenho medo da verdadeira solidão.
Tenho medo da falsa companhia traduzida em multidão.