Não abro mais guarda-chuva pra nada que vem do alto.
Vez em quando chove magnólia em mim.
Pelas brechas dessa chuva, seu olho me conduz a campos ainda mais floridos.
Você, Rosa, sobreviveu ao sol imprudente do sertão, ao outono que racha as folhas, e a chuva que na nossa terra é sinônimo de inverno.
Quanto a mim, sou palavras que as outras estações pedem: escrevi coisas quentes, cores falidas e céus nublados, poças ou dilúvios...
Eu tô setembro, desabrocho também.
Primavera chegou, amor. E agora escrevo em flor.
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